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Desejos Ridículos, por que mesmo?

Tenho o blog já faz um bom tempo. E sempre me foi perguntado do por que do nome ser desejos ridículos, mas eu nunca disse. Até hoje.Não me recordo ao certo de como tive o desejo de divulgar o que eu escrevia pra pessoas que, na maioria delas, não as conhecia. Mas não pensei duas vezes para decidir que nome teria o instrumento que eu usaria para divulgar minhas ideias, pensamentos e reflexões pelo mundo a fora.Desde criança gostei muito de ler. Pra falar a verdade, ensinaram-me a arte de ler. Tocar o livros, passar suas páginas delicadamente, mergulhar nas ideias ali contidas, tirar lições e aprendizados, imaginar os personagens, e melhor de tudo, comunicar aos outros minhas descobertas. Meus pais sempre leram estórias e histórias para que dormisse. Minha tia é uma contadora de histórias incrível. E num desses percursos de ouvinte, ganhei um livro fantástico: Chapeuzinho Vermelho e Outros Contos de Perrault. Sei lá, devia ter uns nove anos. Li o livro, e minha primeira impressão f...

Salve, grandes pensadores contemporâneos!

Nesses últimos dias aconteceu muita coisa, mas vou me deter a uma notícia, um tanto quanto, característica. Ao acessar minha conta de uma determinada rede social, fui bombardeada com uma imagem interessante. Uma prova. sim, senhoras e senhores, uma prova. E uma questão específica, que dizia:  Oi? É isso mesmo produção? Numa prova? Em meio as minhas indagações, trago duas inquietações latentes. Então, vamos lá: 1. A questão traz Valesca Popozuda como "grande pensadora contemporânea". Grande ? Maior que Ariano Suassuna, claro. Pensadora ? Lógico que sim. Quem é Paulo Freire mesmo?  2. Qual o objetivo desse ser humano ao elaborar tal questão? Ser engraçado, irônico, divertido, crítico, despreocupado, insatisfeito? Porque, convenhamos, uma questão dessa sai do nada pra lugar nenhum.  O melhor são as críticas e logo abaixo delas, fãs desesperados, defendem a mulher lá. A própria, em sua página oficial no facebook, disse estar lisonjeada por ter sido citada em uma ...

Quando é preciso deixar ir

Dia de sol. Mais uma vez abro meus olhos e questiono: "Onde está aquele sorriso de bom dia? Onde foi parar o desejo constante e feliz de cumplicidade, altruísmo e amor profundo, genuíno?"  Sinto falta dele. Droga! Tenho que parar de pensar nisso e admitir que ele foi embora.  "Será que foi meu abraço apertado pedindo pra ele ficar? Minhas lágrimas correndo pela face clamando que ele me entenda? Minha voz rouca e embargada pelo choro suplicando para que ele permaneça, comigo, nem que por um segundo a mais?" Transtornada levanto-me da cama, e antes de ir ao banheiro, paro diante da janela e suspiro. Sim. Foi ali, naquele exato lugar que recebi a maldita ligação. Não devia ter atendido quando vi que era o número dele.  Fecho os olhos, como se assim pudesse esquecer o que havia acontecido, e me dirijo ao banheiro. Ligo a torneira, encho as mãos de água e a lanço em meu rosto. O mesmo rosto que tantas vezes foi beijado por ele, e minhas mãos que tanto procuraram a...

Faz as contas ;)

Acredito em milagres, sabe? Aqueles que fazem a gente arrepiar só de ouvir. Mas eu sou fã mesmo é daqueles milagres que acontecem e ninguém, aparentemente, dá valor porque é tão repetitivo, singelo e sutil que nem se percebe que aconteceu. Esses sim são os bons. Manhã nublada, de uma segunda. Sou despertada por uma ligação.  Primeiro milagre: Noite maravilhosa de descanso.  Nem percebo que ao abrir meus olhos, falar ao telefone, andar, sentar numa confortável cadeira e ler a bíblia, ter frutas e um delicioso pão integral para meu desjejum, possuir água para um bom banho, e roupas limpas e frescas para usar acontecia o segundo milagre . Saio correndo atrasada para o trabalho. Terceiro milagre: tenho um emprego onde não posso me atrasar.  Chegando lá, encontro grandes amigos que fizeram parte da minha construção como pessoa e profissional, e hoje, tenho a honra de trabalhar lado a lado e mostrar que valeu a pena o esforço, deles, em serem os melhores na arte ...

Acerto.

Uso óculos, sabe? Leio bastante... Na escola já me chamaram de um monte de coisa. Fundo de garrafa, ceguinha. Mas o que mais me chamavam era "quatro-ôlho". Eu não ligava. Tinha que usar, e dava sempre um ar de seriedade e intelectualidade. E eu não via, e não vejo, problema algum nisso. Considero até uma contribuição ao meu charme, e modéstia, claro! Os anos foram passando, as experiências se acumulando, e meu óculos sempre comigo. Mudando de cor, ás vezes era vermelho, marrom, rosa, branco. Ás vezes de hastes finas, de formas arredondadas, quadradas. Meu óculos era meu parceiro de mudança. Óculos novo sempre foi sinal, para as pessoas sobre mim, que algo havia mudado. Eu tinha mudado. Depois de um tempo, deixei de dar tanta importância ao meu óculos. Cheguei a pensar, até, que eles só estavam ali para machucar meu nariz e atrás de minhas orelhas. E minha vida seguiu, e meu óculos se tornou, apenas, mais um acessório. Quando, ontem, ao tirá-los para dormir apaguei a luz....

Mergulhando em música

Saudades, tenho eu, do tempo que pra sorrir não se precisava de um motivo. E que para brigar só precisava de um espirro. Era mais simples, sabe? Preocupava-se menos, vivia-se mais. Melhor, não sei; mas que mais se vivia, isso eu posso garantir. Se toda experiência que eu tivesse a chance de passar, pudesse transformá-la em melodia, com certeza, seria uma fabulosa ária. Cheia de momentos calmos, e intensos acordes, mas todos eles fortes, únicos, meus.  Ecoariam por onde quer que eu passasse, levadas pelo vento, dizendo a todos quem eu sou e o que me faz ser quem sou, sem eu precisar, ao menos encará-las. Surgiriam grandes vivas!, ou ares de espanto, até seria vaiada, mas ao findar a execução de minha melodiosa vida, todos estariam ali, diante de mim, aplaudindo de pé pelo simples motivo de que eu tive coragem de ser. Agradeceria, em silêncio, o reconhecimento de tanto trabalho para compor e recompor minha melodia e letra para que eu pudesse, por fim, ter a minha tão sonhada m...

Enquanto eu te fazia livro

Sabe... era mais fácil quando não se gostava, nem se apegava . Seria perfeito, então. Eu e você, desconhecidos, apenas. Cruzando ruas e vidas tranquilos, sem olhares, afagos, abraços, sorrisos. Mas eu te vi. E vi em você a chance de me fazer sentir leve, protegida, amada. Meu porto, seus braços. Minha calma, seu sorriso. Nem palavras eram necessárias quando a gente ficava, assim, junto. Em mim, tinha certeza que nossos corações e respiração possuíam a mesma cadência. Um dia, sorrindo por supor que te veria e te amaria como todas as outras vezes que te vi passar, vejo-te, junto, lindamente acariciando os louros fios de uma outra, que não eu. Decepção? Ciúmes? Não. Invadiu-me, então, um desprezo e um choro incontido, um grito abafado. Levei minhas mãos ao rosto, respirei fundo, e enxuguei a lágrima que começava a rolar. Acenei pra você . Sorrindo, você me abraçou, como sempre, e beijou-me a testa. Soltou-me e tomando a mão da moça, você me apresenta àquela que você chama metade sua. ...