Pular para o conteúdo principal

Eventos Encobertos

Sabe aquele momento, que o mundo parece conspirar ao nosso favor? Mas não pra coisa boa. Não. Tudo, tudo mesmo contribui para você cometer um erro. E dos grandes. Nada é como antes. Os sentimentos falam por si. E depois de tudo mantém-se o silêncio, a vida normal e a ideia fixa que aquilo que aconteceu deve ser mantido no passado e que nunca mais esse evento se repetirá. Passa-se dois, três dias e o mesmo acontece. E se há repetição, deduz-se, que há vantagens, mesmo que momentâneas. É bom. Prazeroso. Divertido. E aumenta-se o nível. Mais emoção. Um misto de medo, vergonha, desejo e vontades toma conta de você e seus impulsos dominam. Você não é mais um ser racional. Age como um animal faminto, como se aquele evento fosse o que determinasse seu último suspiro. O EVENTO ENCOBERTO é fascinante. Arrebatador. E é o que você está pensando e também o que não está. Não existem pessoas transparentes. Você encobre um evento. Não tente negar a si mesmo. "Nenhum segredo pode ser escondido. Se a boca cala, falam as pontas dos dedos." (Sigmund Freud)

Comentários

  1. adorei Rox..
    essa ultima fraseeee ameiiii

    "Nenhum segredo pode ser escondido. Se a boca cala, falam as pontas dos dedos."
    vou ate guardar aqui no pc.


    Amo vc GArdield

    Erica Lira

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O medo sentou no meu divã

17 anos. Pai, mãe, irmãos, amigos. O desejo da independência muito forte. Morar longe dos pais, fazer sua graduação, conseguir um emprego e poder viver sua vida do modo que desejar. Sonhos de alguém que deseja mais para vida porque a força da jovialidade faz isso. Mas esse alguém entra no meu consultório, fecha a porta atrás de si, suspira e me sorri como que por educação. Pergunto como está e num tom de voz baixo e pouco confiante diz que está tudo bem. Não acredito muito em sua resposta e passo a investigar mais a fundo o que lhe acontece. Num tom como de quem conta a um diário, narra que naquela semana não havia tido brigas em casa. Ela não havia sido xingada em nenhum momento. Para este alguém, sentado diante de mim a mais de um ano, era uma vitória e tanto já que costumeiramente o clima familiar não é um dos melhores. Porém havia uma inquietação na alma daquela jovem que a fazia balançar a perna, mexer-se no sofá como se estivesse sempre desconfortável e tomar uma almofada, abraç...

Ensaios

Inícios, meios , fins . Ensaios apenas. Pergunto-me diversas vezes, se tudo, todas as coisas, his tórias, es tórias, músicas, destinos, caminhos, tem que haver o início, o meio e o fim. E se forem só ensaios de coisas, histórias, estórias, caminhos, destinos ? Precisa, exige-se o traçar de praxe? Ensaios... nele os erros são permitidos . Mas o interessante é que esses mesmos erros não são tolerados por muito tempo. Mas é apenas um ensaio! Existe pessoas que vivem uma vida de ensaios. Para tudo há uma desculpa, aparentemente lógica, que tem que ser aceita pelos que não admitem o erro. Dos outros, claro. Porque os seus próprios podem e devem ser aceitos. "Era um ensaio! Da próxima eu acerto." Pode? Sei não... Meu texto, por exemplo, tem início, meio e fim? Ou só são ideias postas de maneira aleatória, pensamentos vagos, sem lógica? Isso é pessoal. Então tenho obrigação de seguir regras? E minha vida? Teve início sim. Nasci, dependi muito dos adultos para sobreviver, fui...

A garota do ônibus

Eu estava sentado no ponto do ônibus, quando uma garota de olhos pretos, com o cabelo preso como um rabo de cavalo, blusa branca e calça jeans,  sorriu pra mim e sentou do meu lado. Perguntou se aquele era o ponto que dava para o lugar que ela desejava ir. Disse que sim, hipnotizado pela forma com que ela insistia em arrumar a franja apesar do vento. Depois disso, silêncio. Minha cabeça estava vazia. Não conseguia pensar num assunto interessante para “puxar” conversa. Lembrei de um vídeo no youtube hilário. Respirei e abri minha boca. Nenhum som saiu. Levei a mão rapidamente a boca e fingi que bocejava, enquanto ficava enrubescido pela falta de voz. O que diabos estava acontecendo? Olhei de relance e a vi, com fones de ouvido, cantarolando uma música e meio que dançando com pés ainda que sentada. Tentei descobrir a música mas sem sucesso. Mais silêncio. Quando estou disposto a desistir, entrego meu olhar para o fim da rua e acabo avistando o ônibus. Aperto meus olhos para enxe...